Servidores da Fiscalização Agropecuária entram em greve

A direção do Sindicato dos Servidores da Fiscalização Agropecuária do Maranhão concluiu nesta manhã os procedimentos para a greve da categoria que começa amanhã, 1° de setembro, por tempo indeterminado. Caravana de servidores se concentrarão, a partir de 8h, em frente à sede da AGED-MA, repartição que abriga os servidores, para protestar contra compromissos assumidos e não honrados pelo Governo do Estado.

Está programada uma caminhada em direção ao Palácio dos Leões, na manhã de amanhã, para demonstrar a indignação dos agentes contra o mau tratamento que, há anos, eles vêm recebendo da administração estadual, em relação a descumprimento de direitos financeiros e também de ordem administrativa. Na pauta estão reivindicações sobre revisão salarial, pagamentos de salários atrasados, verbas indenizatórias, progressões, promoções e adicionais de qualificação, represados durante anos.

Folga fiscal – À alegação do governo de que não há recursos para os pagamentos, a direção sindical responde com os números do relatório fiscal do próprio governo, comprovando folga fiscal passível de atender às reivindicações dos servidores. Em relação ao represamento de valores, relativos a 2019 e 2020, diz a liderança que há recursos alocados na Lei de Orçamento Anual deste ano para este fim.

Os dados constam dos relatórios que a administração estadual envia para as autoridades financeiras da União e ao DIEESE. Este departamento repassa ao sindicato as informações, que desmentem a alegação oficial da falta de reserva financeira para atender aos clamores dos servidores.
Conversa – Numa tentativa de desestimular a paralisação, o Governo chamou para conversas a direção do sindicato na terça-feira. Mas a proposta apresentada não foi aceita: o pagamento da dívida em atraso ao longo de três meses, com a interrupção da greve. As lideranças contrapropuseram: o pagamento integral do débito e, então, a suspensão do movimento. Se acolhimento, a greve começará.

A decisão dos servidores, após este último encontro, foi comunicada à presidência da AGED e às autoridades envolvidas com a negociação. A paralisação pode afetar o movimento da Exposição Agropecuária Estadual – EXPOEMA – tradicional feira que está voltando a ser realizada após dois anos, por causa da pandemia. São os servidores do Grupo AFA (Atividades de Fiscalização Agropecuária) que avaliam as condições sanitárias dos animais destinados à exposição, com início marcado para o período de 4 a 11 de setembro.

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