Carlos Brandão: Olhando para dentro de nó

Esta semana resolvi utilizar esse espaço para escrever sobre mim mesmo. Parece estranho, mas é que na reclusão do apartamento, concluindo minha recuperação pós-cirurgia, vários pensamentos povoam a mente. Embora esteja atentamente acompanhando o Maranhão e tomando diariamente decisões referentes ao Governo, a distância física nos dá um bom poder de observação. A correria cotidiana por vezes nos distancia até de nós mesmos. Então, aproveitei esse tempo preparado por Deus para refletir sobre muito de mim, minhas atitudes e, principalmente, sobre quem estou sendo dentro da missão que abracei.

E antes que pensem ser este um texto de autoajuda: digo que não. Apenas compartilho com vocês um pouco do que aprendi, refletindo. Até porque acredito muito que o autoconhecimento é um pré-requisito para que possamos caminhar, de forma mais segura, rumo ao sucesso, às conquistas que temos como meta. E o meu objetivo é fazer o melhor pelo Maranhão.

Nesse tempo – tendo que lidar com gente que escreveu sobre a possibilidade de eu estar usando enfermidade em favor próprio -, me ocupei dos pensamentos positivos e das críticas construtivas, que nos ensinam e geram soluções. Aí, visualizei inúmeras ideias que temos para fazer com que nosso estado não apenas siga no caminho certo; mas, principalmente, que imponha um novo ritmo de crescimento e confiança, baseados na garantia dos direitos adquiridos e em novas conquistas, a partir da geração de emprego e de renda para a nossa gente.
E foi pensando no Brandão que muito analisei sobre o Maranhão. Tenho plena confiança na equipe que montamos e, independentemente do período eleitoral, faremos um trabalho ainda mais presente e voltado para a cidadã e para o cidadão.

Nesses dias, aprendi o quão importante é termos ciência do que acontece dentro de nós mesmos. Perceber e compreender as mudanças pelas quais passamos são movimentos essenciais para o nosso crescimento. Não podemos ser atropelados pela ansiedade. E só alcançamos esse estágio olhando para dentro de nós.

Retornarei na próxima semana, sem dar peso algum a comentários maldosos. Apenas respeitando e valorizando – ainda mais – minha família, meus amigos e todos aqueles que, assim como eu, querem um estado cheio de autoestima e acreditando no que podemos construir juntos. Afinal, ainda há muito por vir.

*Governador do Maranhão

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