Carlos Brandão: O Maranhão da educação diversa e inclusiva

Nos últimos anos, o Maranhão tem conseguido transformar a educação em algo que deva ser estudado. Literalmente, apesar de parecer um trocadilho. Escrevo isso pelo tanto que se avançou, desde 2015. Na abertura de novas salas, sim; mas essencialmente no projeto pedagógico e no fortalecimento de nossas políticas públicas estabelecidas em total sintonia com os movimentos sociais, culturais e ambientais de nosso estado. Algo que só se faz ouvindo a todos, derrubando mitos e entendendo que o nosso povo é fruto da união de muitas histórias.

Recentemente, lançamos o Proetnos – Programa de Formação Docente para atender a Diversidade Étnica do Maranhão. Implementado pela Uema – Universidade Estadual do Maranhão -, o Programa vai formar e qualificar professores para assumir os processos de escolarização nos territórios dos povos e comunidades tradicionais no estado do Maranhão. O detalhe é que esses professores devem ter origem em suas comunidades tradicionais (quilombolas, por exemplo) e povos indígenas. Serão três Licenciaturas Interculturais Indígenas nos campi da Uema de Grajaú, Barra do Corda e Santa Inês; e a primeira Licenciatura em Educação Quilombola no campus da Uema de São Bento. Ações que garantem respeito e direitos.

Na educação indígena, hoje temos o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração da Educação Escolar Indígena do Maranhão, que possibilita a construção da carreira do magistério indígena no estado. Paralelamente, construímos inúmeras Escolas Dignas nas aldeias, com um projeto diferenciado, nascido do entendimento de suas necessidades – atendemos 267 comunidades indígenas. Além disso, várias escolas foram revitalizadas nos municípios de Bom Jardim, Santa Luzia do Paruá, Amarante, Bom Jesus das Selvas, Grajaú, Itaipava do Grajaú e Jenipapo dos Vieiras, beneficiando aproximadamente dois mil alunos. É um salto que ganhou novos atores essa semana, quando empossamos 55 gestores indígenas para os cargos de diretores de escolas, integrantes das diversas etnias do Maranhão, como: Tentehar/Guajajara; Ka’apor; Pyhcop Cati/Gavião; Canela/Memortumre e Krikati. Foi um momento histórico – aguardado há muito tempo por eles -, do qual fiz questão de participar, prestigiando o trabalho do secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, e sua equipe.

Fazemos uma educação inclusiva e que, em muito pouco tempo, nos trará os resultados que todos buscam. Por isso, seguimos investindo acima dos 25% da receita, como manda a Constituição. Este ano, mesmo com todas as dificuldades e ainda na luta contra a pandemia, chegaremos a mais de 28% em investimentos. Como bem explicado, falamos de investimentos em nossa gente, em nosso futuro.

Caminhamos, prezando pelo direito às liberdades democráticas como princípio básico de nosso Governo. Somos um estado que convive, de forma harmoniosa, com a diversidade; e que trabalha, continuamente, para oferecer oportunidade de crescimento a todos os maranhenses, utilizando a educação como principal instrumento.

*Vice-governador do Maranhão

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