Sonora Coletiva conversa com Isaar e Mônica Feijó sobre presença de mulheres na cena musical

Bate-papo com duas das mais importantes artistas pernambucanas pós-manguebeat, ocorre dia 7 de outubro, às 19h, no canal do multiHlab, no YouTube

No início dos anos 1990, o recifense viu surgir a “cena mangue”. Logo, a música aqui produzida, mistura de ritmos pernambucanos e internacionais, chamaria a atenção do país e criaria vínculos com outras cenas e artistas estrangeiros. No início, duas bandas fincaram as bases da cena: Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A, lideradas, respectivamente, por Chico Science e Fred Zeroquatro. Mas, na medida em que a cena mangue foi se consolidando, local e nacionalmente, incorporou a contribuição de bandas e grupos formados por mulheres, instrumentistas, compositoras e cantoras, que, nos anos seguintes, passaram a construir suas próprias carreiras. As pernambucanas Isaar e Mônica Feijó são importantes exemplos do protagonismo feminino no período. Esses serão os motes para o bate-papo com as duas artistas no próximo Sonora Coletiva com os pesquisadores Allan Monteiro, Cristiano Borba e Túlio Velho Barreto.

Ao lado de Karina Burh e Alessandra Leão, a instrumentista, compositora e cantora Isaar foi uma das criadoras do grupo Comadre Fulozinha, formado exclusivamente por mulheres. Isso foi em meados dos anos 1990. Mas a trajetória de Isaar como percussionista e cantora vem de antes, quando frequentava o Maracatu Piaba de Ouro e acompanhava a riquíssima cultura musical do Recife nas ruas da cidade, ouvindo, dançando e cantando coco, ciranda, frevo, samba de roda. Com Comadre Fulozinha, Isaar gravou dois álbuns e excursionou pela Europa e América do Norte. Em 2006, lançou o primeiro e elogiadíssimo álbum “Azul Claro” consolidando sua carreira solo, após passar pela Orchestra Santa Massa ao lado do DJ Dolores, um dos criadores da cena mangue.

Extremamente versátil e atuante em diversas áreas da cultura e das artes, a cantora e compositora pernambucana Mônica Feijó já tem quase 30 anos de carreira musical. Seus quatro álbuns foram bastante elogiados pela crítica especializada por sua qualidade e diversidade de gêneros interpretados. Em sua carreira musical, visitou o manguebeat no primeiro disco, “Aurora 5365”, de 2000, que já traz composições suas. Em 2005, com o álbum “Sambasala”, mergulhou no samba de compositores contemporâneos pernambucanos. Já em 2011, foi além e misturou diversos ritmos no álbum “À vista” (2011). Após sete anos sem lançar um álbum solo, em 2018, Mônica lançou o disputado “Frevo para ouvir deitado”, em que se debruça sobre o ritmo pernambucano mais popular e conhecido.

Sobre o Sonora
SONORA COLETIVA​ é o canal experimental da revista eletrônica de divulgação científica COLETIVA, publicada pela Fundaj. Sediada no Recife, a revista disponibiliza dossiês temáticos com uma perspectiva de diálogo entre saberes acadêmicos e outras formas de conhecimento, prezando pela diversidade sociocultural e liberdade de expressão. É voltada para um público amplo, curioso e crítico. O projeto integra o ProfSocio, o multiHlab e a Villa Digital, envolvendo ainda as diversas diretorias da Fundaj.

SERVIÇO

LIVE – SONORA COLETIVA conversa com ISAAR e MÔNICA FEIJÓ
7 OUTUBRO (quinta-feira) – 19h – Canal do multiHlab no YouTube
Participações – Allan Monteiro, Cristiano Borba e Túlio Velho Barreto (Fundaj)

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