Fundaj reinaugura a exposição ‘Longe’, trazendo reflexões sobre o outro e o desconhecido por meio da videoarte

Com curadoria de Moacir dos Anjos, a iniciativa exibe seis obras que lançam luz sobre as relações de distância entre pessoas e culturas.

Contando com um dos acervos de videoarte mais importantes da América do Sul, a Fundação Joaquim Nabuco vem sempre buscando meios de fazer esse material circular de forma acessível e aprofundada. É o caso da exposição “Longe”, realizada pelo Núcleo de Artes Visuais da Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca), exibida em 2019, que retoma na próxima quinta-feira (7), às 18h, na Galeria Vicente do Rego Monteiro, no campus Ulisses Pernambucano da Fundaj, no Derby. A iniciativa conta com curadoria do pesquisador Moacir dos Anjos, trazendo seis videoartes dos artistas Louise Botkay, Brígida Baltar, Pablo Lobato, João Castilho e Haroldo Saboia.

Em 2019 a mostra havia ocupado, além da Vicente do rego Monteiro, a galeria Massangana, no campus Gilberto Freyre, em Casa Forte. Desde os anos 2000, quando adquiriu um acervo histórico, a Fundaj vem trabalhando intensamente com experiências de videoarte, promovendo encontros, semanas dedicadas à essa produção e também com a criação de um edital inédito, que amplia a aquisição deste acervo.

“Sempre quisemos levar ao público esse acervo de forma acessível, com exposições. A Longe é uma dessas iniciativas, reunindo vídeos muito bonitos e assertivos, que também são muito suaves e que acalantam em um momento que precisamos muito”, explica Ana Carmen Palhares, responsável pelo Núcleo de Artes Visuais. Na exposição, são exibidos três vídeos premiados pelo Concurso de Videoarte da Fundaj e três do acervo adquirido. Elas se encontram em um ambiente completamente imersivo, no qual as únicas luzes são as das projeções. São obras que já possuem grande força de forma isolada, mas que ganham outra dimensão ao serem expostas de forma articulada, dialogando umas com as outras.

Curador da mostra, Moacir dos Anjos explica que as obras são muito singulares, mas quando articuladas permitem ver de que modos esses artistas regulam e estabelecem a distância do outro, do distante. “Seja com o indígena, com o imigrante, com o lugar desconhecido ou com a natureza. Eles regulam esse processo de aproximação e distanciamento diante daquilo que não se conhece. E nessa articulação entre eles, há a produção de conhecimento ou surgimento de questões ao público maiores do que se fossem exibidos de forma isolada. Nesse ambiente de imersão, o percurso feito faz reforçar essas questões do que é longe para cada um de nós, sem oferecer respostas”, elabora Moacir dos Anjos.

A exposição segue aberta para visitação até o dia 13 de maio, de terça a sexta-feira, das 14h às 19h. É necessária a apresentação de cartão de vacina contra a covid-19 e uso de máscara no interior da exposição. Os agendamentos podem ser feitos por meio do telefone 81 3073.6371 e do e-mail [email protected]

Serviço:
Exposição Longe
Sala Vicente do Rego Monteiro, campus Ulisses Pernambucano, Derby
Abertura em 7 de maio (quinta-feira), às 18h
É necessária a apresentação de cartão de vacina contra a covid-19 e uso de máscara no interior da exposição

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