Carlos Brandão: Expectativas além-fronteiras

Mais uma vez, representando o governador Flávio Dino em um evento fora do estado, pude constatar a imensa expectativa que todos têm em relação ao Maranhão. O trabalho que vem sendo feito, principalmente na áreas da educação, saúde e atenção às pessoas, é reconhecido por todos. No caso específico, essa demonstração me foi dada durante a abertura nacional da colheita de soja, que aconteceu na cidade de Sebastião Leal, no querido vizinho estado do Piauí. Toda a estrutura foi montada na fazenda Progresso que, nesta safra 21/22, plantou cerca de 26 mil hectares de soja. Aliás, a projeção é de que o estado colha a maior safra de grãos de sua história, resultado de investimentos que ampliaram a área plantada.

Sem dúvida esta é uma tendência. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma área cultivada no país de 71,5 milhões de hectares. Algo em torno de 3,6% maior que na última safra, o que deve representar cerca de 14% a mais no volume de grãos colhidos. E nessa esteira, a soja continua como grande destaque entre as culturas. Aqui no Maranhão, estimamos uma colheita por volta de 3,6 milhões de toneladas de soja, que utilizo como exemplo por conta do evento do qual participei, organizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja). No entanto, apesar de sermos o maior produtor mundial de soja, outros grãos como milho, trigo e arroz fazem do país o quarto maior produtor de grãos do mundo e o segundo em exportação de grãos, abastecendo 19% do mercado mundial. É um potencial imenso que precisa da infraestrutura para se fortalecer ainda mais.

Sobre esse assunto, falei aos produtores. E aí está, também, a grande expectativa em relação ao Maranhão. Em nosso território já temos a ferrovia Carajás e o Porto do Itaqui, que é considerado o quarto maior porto público do país e um dos principais portos do Arco Norte em exportação de soja. Em 2021, nosso porto registrou um aumento de 23% em movimentação de cargas – tomando como base o ano anterior. E estamos preparados para ir além, principalmente após o início das operações da segunda fase do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), em 2020, com capacidade de movimentar 17 milhões de toneladas de grãos.

E ainda temos previstos outros investimentos nos quais acreditamos muito, principalmente para a facilitação do escoamento da produção e para a geração de empregos: as novas ferrovias e o Terminal Portuário de Alcântara (TAP) são bons exemplos. O TAP se apresenta com investimentos estimados em R$ 10 bi e pode representar – segundo estudos preliminares -, um aumento médio de 20% no PIB maranhense e a criação de cerca de 15 mil novos empregos no início da sua atividade e chegar a até 40 mil, em 30 anos.

As novas estradas de ferro também começam a se concretizar. Só para o Maranhão já estão autorizados cerca de R$ 9,3 bi para recuperação e construção de ferrovias, como a Estreito/Balsas – com 245 km de extensão – e a Açailândia/Alcântara – com 525 km. São projetos e, principalmente, números alentadores que já deixaram o patamar de sonhos para serem tratados como realidade.
Isso tudo, aliado à segurança política e jurídica que nosso estado oferece, com instituições conscientes de suas responsabilidades e que sempre agirão como parceiros dos investimentos que cheguem para melhorar a vida de nossa gente.

Agradeço muito ao estado do Piauí e aos nossos produtores de soja pelo convite que nos foi feito. Tenham todos a certeza de que nosso trabalho continuará na mesma direção. Mais oportunidades virão e serão bem recebidas por jovens que, desde já, se preparam em unidades educacionais que o governo Flávio Dino construiu. Uma visão de futuro unindo-se ao potencial produtivo, pelo crescimento do nosso estado e de nossa região. E nesses trilhos, seguiremos todos juntos, pelo bem do Maranhão. Podem confiar.

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