Fundaj e Casa Xambá firma parceria para atividades que perpetuam as tradições e saberes das vivências afrobrasileiras

Oficinas voltadas para música e gastronomia serão os primeiros frutos da parceria, recebendo 500 participantes ao todo. Protocolo será assinado na sexta-feira 19), às 15h, na Sala Gilberto Freyre, campus Casa Forte

Na véspera do Dia da Consciência Negra, celebrado no próximo sábado, a Fundação Joaquim Nabuco firma uma parceria com a Casa Xambá para a realização de uma série de atividades que leva à frente as tradições ancestrais de um dos territórios mais longevos e resistentes da cultura afro-brasileira. A expectativa é de que as primeiras oficinas comecem a ser realizadas ainda neste ano, recebendo 250 participantes cada. O protocolo de intenções será assinado na sexta-feira (19), às 15h, na Sala Gilberto Freyre, campus Casa Forte da Fundaj.

“Temos orgulho em firmar essa parceria importante em uma data tão significativa, reforçando o comprometimento de nossa instituição com a perpetuação dos saberes e fazeres do povo brasileiro em suas mais diversas pluralidades. São ações que abrem ainda mais as portas da Fundação para a cidade, ajudando também portas de outras organizações importantes, como a Casa Xambá, a se abrirem também”, ressalta o presidente da Fundaj, Antônio Campos.

A assinatura da parceria contará com a presença de Pai Ivo e Tia Rosinha de Xambá, Antônio Campos, o diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte da Fundaj (Dimeca), Mario Helio, a coordenadora-geral do Museu do Homem do Nordeste (muhne), Fernanda Guimarães, e a coordenadora de Ações Educativas e Comunitárias do Muhne, Edna Silva, além de outros integrantes da Casa Xambá. Inicialmente, serão realizadas duas oficinas: de percussão e de comidas de terreiro.

Na primeira, os participantes aprenderão desde os primeiros passos de afinação e conhecimento das particularidades de cada atabaque até ensinamentos de toques para sete orixás diferentes e aprendizados do toque de alfaia do coco de Xambá. Já na oficina gastronômica, serão ensinados a preparação de pratos importantes para a vivência do terreiro, como o acarajé, a galinha no arroz de dendê e o omulucum. As atividades estão previstas para receberem participantes a partir dos 14 anos de idade.

“São atividades importantes tanto como profissionalização, como também sendo uma forma de perpetuar nossa cultura. O terreiro é uma associação de aglutinação e empoderamento nesse sentido. É uma forma de manter nossas tradições vivas e fortes, além de socializarmos nossos conhecimentos e ajudar as pessoas no mercado de trabalho”, afirma Pai Ivo, reafirmando o caráter de diálogo e trocas das iniciativas propostas.

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