Cedral integra plano peninsular da Baixada

O Plano Diretor de Cedral integrará o planejamento de infraestrutura da Baixada Litoral Ocidental Maranhense para fins do desenvolvimento regional integrado. Com essa perspectiva, o prefeito Fernando Cuba participou de reunião no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), na qual discutiu-se a organização dessa ação, que envolverá os municípios da região.

No encontro ficou acertado que os gestores regionais serão estimulados a juntar-se numa ação consorciada, visando o aproveitamento racional das potencialidades locais, principalmente na exploração do turismo. A união dos gestores, pelas suas políticas de uso das belezas naturais e reservas ambientais, contribuirá para as possibilidades de emprego e renda, favorecendo o desenvolvimento regional integrado.

Potencial – Cedral, desmembrado de Guimarães há 56 anos, tem expressiva reserva pesqueira e ambientes propícios ao turismo ecológico. Entre os principais distritos, de forte apelo turístico e de praias primitivas, encontram-se: Outeiro (sede de tradicional regata todo 7 de setembro), Pericáua, Saçoitá (ilha), Barreirão (praia), Jacarequara, Alegre, Brejo, São Bento, Itajuba, Canavial, Paraty, Monte Cristo, Suaçu, Santo Antônio, Engole e Santaninha.

Os fluxos de água doce, gerados por muitos mananciais d’água cristalina, chamados igapó, são atrativos para banho e diversão da população residente, podendo constituir-se em expectativa turística. O artesanato é comum na vida quotidiana, mas sem caráter sistemático, o que poderia elevá-lo à produção em escala comercial. Da palha do babaçu fazem-se esteiras, abanos e cestos (cofos); redes de algodão são tecidas em tear manual e produz-se rendas de almofada (bilro), hoje em menor intensidade.

Cultural/Economia – Há ainda as manifestações culturais e religiosas, como o bumba-meu-boi (sotaque zabumba), Festa do Divino e o ciclo natalino (Pastor/Presépio), que vai do Natal ao Dia dos Reis Magos (6 de janeiro). Há também o tambor de mina, o tambor de crioula com intervenção masculina na dança, com gestos que lembram a capoeira (diferente da prática observada na mesma manifestação na capital São Luís).

O fabrico da farinha d’água (mandioca imersa em água e depois fermentada) na região é totalmente artesanal, feito em casas de forno remanescente do período colonial, mas atualmente modernizadas pelo uso de energia elétrica. A pesca é a segunda fonte de renda das famílias cedralenses e atividade é anual. Utiliza redes de nylon trançadas artesanalmente pelos próprios pescadores e barcos de pesca fabricados em pequenos estaleiros comunitários na própria região (herança portuguesa).

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