No MA, homem é absolvido de tentativa de homicídio após atirar na cabeça da ex

(Foto: Reprodução/TV Mirante)

Os jurados do 1º Tribunal do Júri de São Luís absolveram, ontem (12), Eliezer da Cunha Reis de tentativa de homicídio e o condenaram apenas pela prática de cárcere privado contra a ex-namorada Weslayne Maiane Correa, ocorrida no dia 5 de abril de 2018, na Areinha. A pena de três anos de reclusão deverá ser cumprida em regime aberto. O Ministério Público recorreu da decisão do júri.

Na noite do crime, Weslayne sobreviveu após receber um tiro na cabeça. Ela acabou perdendo a visão de um dos olhos.

A sentença de ontem também revogou a prisão de Eliézer, que continuava preso preventivamente desde a época do crime. O réu foi condenado a três anos de prisão apenas em relação ao cárcere privado, mas pode cumprir a pena em regime aberto e recorrer em liberdade.

Atuou na acusação o promotor de Justiça Luís Carlos Duarte que, logo após a leitura da sentença no salão do 1º Tribunal do Júri, recorreu da decisão dos jurados, por entender que foi contrária às provas dos autos. A defesa do acusado ficou com o advogado Petrônio Alves.

Cárcere privado

Na sentença, o juiz Osmar Gomes afirma considerar a culpabilidade do réu, neste caso, como intensa, “pois era capaz à época do fato, possuía pleno conhecimento da ilicitude de sua conduta e sabia que tinha o dever de comportar-se de modo diferente. Além disso, nada fez para evitar que o crime tivesse acontecido”, consta na sentença. “Restou comprovado que o acusado cometeu o crime porque não aceitava o fim do relacionamento afetivo que possuía com a vítima”, acrescenta.

De acordo com os autos, vítima e acusado mantiveram um relacionamento por oito anos, não tiveram filhos e não moraram juntos. No dia do crime, Weslayne Correa com o filho menor e uma prima estavam a caminho de casa, por volta das 18h, quando o gerente de administração Eliezer da Cunha abordou a ex-namorada com uma arma de fogo e a obrigou a entrar no carro dele, seguindo para o motel onde ocorreu o fato.

Ele foi preso em flagrante e na audiência de custódia teve a homologação da prisão e conversão em preventiva. A denúncia foi recebida pela Justiça no dia 16 de maio de 2018 e em outubro o causado foi pronunciado para ir a júri popular.

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